Naquele dia você acorda com dor no pescoço, os olhos ardem, o braço está dormente. Você se cansa de dormir mal, de ter dores, te ter que usar óculos e se prepara para NÃO conseguir mudar. Você se cansa de comer, de acordar e de viver. A dor não para você tem vontade de tomar mil remédios, mas por sorte, a gaveta esta vazia.
A solução é sumir, não lembrar de nada, parar com esse barulho e matar alguém, ou se matar. Você se cansa das pessoas, dos remédios das gavetas, do papel toalha, da poluição, do furacão e da propaganda. A coisa mais superestimada do mundo é o própio mundo e você não consegue os pontos porque se cansou deles.
Sua mente para, não consegue, pensa rapidamente e se despera porque uma mente que não se desespera é uma mente louca, perdida na persepção dos fracos que habitam o interior da superestimação.
Se você escuta as expressões clichês, para e se cansa delas porque "alguma coisa esta errada", "esta faltando algo", "vai ficar certo", "dois quarteirões após a padaria e "a vida é assim mesmo".
Você desce a rua, e pensa, pensa, pensa, pensa, pensa e pega uma pedra e pensa e o vidro da vitrine se quebrou. A pedra não esta na sua mão e você se desespera.
Ninguém para até que esteja morto, você se cansa da angústia, das lembranças e das fotografias, esquece a música, porque depois de tanta mudança ela já não é tudo. É quase tudo.
A angústia toma conta e a hipócrisia termina, você já não sente mais dores, pois você já não existe mais.
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