Você fecha os olhos, e sonha
Você fecha os olhos, e corre
Você fecha os olhos, e pensa
Você fecha os olhos, e consegue o que queria
Você fecha os olhos, e pensa se isso é o que você precisa
Você fecha os olhos e está cansado
Você fecha os olhos e não consegue dorme
Você fecha os olhos e esquece que tem que acordar
Você fecha os olhos e só quer ser livre
Você fecha os olhos e vê memórias
Você fecha os olhos e o céu está caindo
Você fecha os olhos e está chovendo estrelas
Você fecha os olhos e se pergunta o que é isso
Você fecha os olhos e ele está ali, bem na sua frente, esperando um só passo para te engolir
Você fecha os olhos e começar a correr denovo, esse futuro não é agora
Você fecha os olhos e só deseja não fecha-los
Mas o que você quer, novamente, não é o que você precisa
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
tudo ao contrário
Tudo ao contrário
Ao contrário de tudo
seja bem vindo
céu verde-mar
domingo a noite
a bagunça não vai reparar
Algodão doce com amora
não se atrase para ir embora
o espaço não tem hora
Contrariado ao quadrado
um dia correndo
no outro destrambelhado.
Ao contrário de tudo
seja bem vindo
céu verde-mar
domingo a noite
a bagunça não vai reparar
Algodão doce com amora
não se atrase para ir embora
o espaço não tem hora
Contrariado ao quadrado
um dia correndo
no outro destrambelhado.
domingo, 4 de novembro de 2012
sobre eu
Era uma vez uma menina que vivia em uma terra distante chamada "Reino Confuso", onde ninguém sabia de nada. Ela se sentia muito bem lá, ninguém cobrava a opnião de ninguém. Era um lugar onde se podia dizer "não sei".
Ela não sabia o que era certo e o que era errado, mas sabia que nada é eterno, e que tudo são fases. Nesse reino havia 3 coisas: uma mochila, uma caneta preta e um caderno infinito. Parece pouca coisa, mas só o necessário, o Reino Confuso não é um lugar para morar, só para visitar, mas a menina começou a frequentar diariamente o reino.
Até que um dia ela resolveu andar, pegou as 3 coisas do reino e foi andar, andar, andar, andar, sair por aí, tentar aprender a ter certezas, andou tanto que descobriu algumas: nada é eterno, nada é previsível, nada é real. E aprendeu que quando usamos o "nada' é quando na verdade gostariamos de usar "pessoas".
Ela não tinha histórias para contar porque não tinha lugares para ir. No fundo ela era uma pessoa legal, só queria ser feliz, mas o conceito de felicidade é tão modificavel e pessoal. Ela queria ter futuro, mas tinha muito medo, ela nunca teve um plano b.
Existe um lugar onde eu usualmente me encontrava com ela. Conversamos muito, durante muito tempo, até que um dia o espelho quebrou e eu não consegui ver o reflexo dela. O Reino Confuso se tornou o Reino Vazio, e começou a ter sede de expansão tentando achar alguém para voltar a habita-lo, mas ela nunca mais voltou.
Alguns dizem que ela morreu assim que o espelho se partiu e outros dizem que ela se libertou e continuou sua viagem em busca de histórias para contar e lugares para ir, mas quem vai se importar com o final de uma menina que na verdade era um reflexo?
Ela não sabia o que era certo e o que era errado, mas sabia que nada é eterno, e que tudo são fases. Nesse reino havia 3 coisas: uma mochila, uma caneta preta e um caderno infinito. Parece pouca coisa, mas só o necessário, o Reino Confuso não é um lugar para morar, só para visitar, mas a menina começou a frequentar diariamente o reino.
Até que um dia ela resolveu andar, pegou as 3 coisas do reino e foi andar, andar, andar, andar, sair por aí, tentar aprender a ter certezas, andou tanto que descobriu algumas: nada é eterno, nada é previsível, nada é real. E aprendeu que quando usamos o "nada' é quando na verdade gostariamos de usar "pessoas".
Ela não tinha histórias para contar porque não tinha lugares para ir. No fundo ela era uma pessoa legal, só queria ser feliz, mas o conceito de felicidade é tão modificavel e pessoal. Ela queria ter futuro, mas tinha muito medo, ela nunca teve um plano b.Existe um lugar onde eu usualmente me encontrava com ela. Conversamos muito, durante muito tempo, até que um dia o espelho quebrou e eu não consegui ver o reflexo dela. O Reino Confuso se tornou o Reino Vazio, e começou a ter sede de expansão tentando achar alguém para voltar a habita-lo, mas ela nunca mais voltou.
Alguns dizem que ela morreu assim que o espelho se partiu e outros dizem que ela se libertou e continuou sua viagem em busca de histórias para contar e lugares para ir, mas quem vai se importar com o final de uma menina que na verdade era um reflexo?
nothing we can do.
É noite, sua boca tem gosto de pasta de dente e água gelada, músicas aleatórias são um perigo, te remetem a um lugar até ontem esquecido, um tempo que não deveria voltar, mas que a tentação é maior. Um filme na sala, um barulho na lavanderia, MGMT no quarto e 6 copos de coca-cola não vão me deixar dormir hoje. Algumas buzinas, bem longe daqui, gritos de um desenho, conversas, é só mais um sábado acabando.
Um zumbido, o gosto de pasta volta, você se pergunta se é realmente sábado, ou se é quinta, se é segunda, falta poucos dias pro seu aniversário, uns 10 dias ou 8 anos. Notas mentais sobre o início da semana, sobre trabalhos, sobre notas e todas as casas estão apagadas, uma coceira começa e mosquitos aparecem.
A velha história de tudo é imenso mas você é pequeno, engolir o mundo com tudo dentro e não perceber que o mundo ja te engoliu faz tempo retorna. Algumas decisões ficam difíceis. Continuar na internet nessa atmosfera estranha, procrastinação, dormir, ler sobre sistema endócrino ou apagar as luzes.
Não podemos fazer nada, só procrastinar, que é como atrasar o que tem que ser feito, mas você nem sabe o que tem ser feito, parece justo.
Um zumbido, o gosto de pasta volta, você se pergunta se é realmente sábado, ou se é quinta, se é segunda, falta poucos dias pro seu aniversário, uns 10 dias ou 8 anos. Notas mentais sobre o início da semana, sobre trabalhos, sobre notas e todas as casas estão apagadas, uma coceira começa e mosquitos aparecem.
A velha história de tudo é imenso mas você é pequeno, engolir o mundo com tudo dentro e não perceber que o mundo ja te engoliu faz tempo retorna. Algumas decisões ficam difíceis. Continuar na internet nessa atmosfera estranha, procrastinação, dormir, ler sobre sistema endócrino ou apagar as luzes.
Não podemos fazer nada, só procrastinar, que é como atrasar o que tem que ser feito, mas você nem sabe o que tem ser feito, parece justo.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
o dia
Naquele dia você acorda com dor no pescoço, os olhos ardem, o braço está dormente. Você se cansa de dormir mal, de ter dores, te ter que usar óculos e se prepara para NÃO conseguir mudar. Você se cansa de comer, de acordar e de viver. A dor não para você tem vontade de tomar mil remédios, mas por sorte, a gaveta esta vazia.
A solução é sumir, não lembrar de nada, parar com esse barulho e matar alguém, ou se matar. Você se cansa das pessoas, dos remédios das gavetas, do papel toalha, da poluição, do furacão e da propaganda. A coisa mais superestimada do mundo é o própio mundo e você não consegue os pontos porque se cansou deles.
Sua mente para, não consegue, pensa rapidamente e se despera porque uma mente que não se desespera é uma mente louca, perdida na persepção dos fracos que habitam o interior da superestimação.
Se você escuta as expressões clichês, para e se cansa delas porque "alguma coisa esta errada", "esta faltando algo", "vai ficar certo", "dois quarteirões após a padaria e "a vida é assim mesmo".
Você desce a rua, e pensa, pensa, pensa, pensa, pensa e pega uma pedra e pensa e o vidro da vitrine se quebrou. A pedra não esta na sua mão e você se desespera.
Ninguém para até que esteja morto, você se cansa da angústia, das lembranças e das fotografias, esquece a música, porque depois de tanta mudança ela já não é tudo. É quase tudo.
A angústia toma conta e a hipócrisia termina, você já não sente mais dores, pois você já não existe mais.
A solução é sumir, não lembrar de nada, parar com esse barulho e matar alguém, ou se matar. Você se cansa das pessoas, dos remédios das gavetas, do papel toalha, da poluição, do furacão e da propaganda. A coisa mais superestimada do mundo é o própio mundo e você não consegue os pontos porque se cansou deles.
Sua mente para, não consegue, pensa rapidamente e se despera porque uma mente que não se desespera é uma mente louca, perdida na persepção dos fracos que habitam o interior da superestimação.
Se você escuta as expressões clichês, para e se cansa delas porque "alguma coisa esta errada", "esta faltando algo", "vai ficar certo", "dois quarteirões após a padaria e "a vida é assim mesmo".
Você desce a rua, e pensa, pensa, pensa, pensa, pensa e pega uma pedra e pensa e o vidro da vitrine se quebrou. A pedra não esta na sua mão e você se desespera.
Ninguém para até que esteja morto, você se cansa da angústia, das lembranças e das fotografias, esquece a música, porque depois de tanta mudança ela já não é tudo. É quase tudo.
A angústia toma conta e a hipócrisia termina, você já não sente mais dores, pois você já não existe mais.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
desvaneio
Desvaneio: "Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens."
Fico pensando se a vida é um completo desvaneio ou se sou eu, com minha personalidade, que fiz meu cotidiano ser um desvaneio.
Leio tanto que não consigo definir a linha entre o real e o irreal, mas não quero parar, quero ter essa dificuldade, quero viver em uma desvaneio que nem é realmente um desvaneio.
A realidade vem tão clara que me cega, sou tão acostumada com a mentira do irreal que ela se tornou meu apoio, eu preciso sentir o calor pra depois viver o frio.
Vejo heróis voando, lutando, fogo, explosão e um dragão e me vejo andando em uma rua sem sentido, cercada de pessoas sem sentido em uma cidade sem sentido, onde nada acontece, onde nada se vê, onde nada se sente, curioso, parece até minha vida.
Não me sinto no direito de reclamar, me divirto comigo mesma, nessa vida meio torta, e tenho sorte por isso. Deixo meu sorriso zombado na forma de desvaneio e prefiro guardar minha nostalgia, compactada, que nunca vai se explicar.
Fico pensando se a vida é um completo desvaneio ou se sou eu, com minha personalidade, que fiz meu cotidiano ser um desvaneio.
Leio tanto que não consigo definir a linha entre o real e o irreal, mas não quero parar, quero ter essa dificuldade, quero viver em uma desvaneio que nem é realmente um desvaneio.
A realidade vem tão clara que me cega, sou tão acostumada com a mentira do irreal que ela se tornou meu apoio, eu preciso sentir o calor pra depois viver o frio.
Vejo heróis voando, lutando, fogo, explosão e um dragão e me vejo andando em uma rua sem sentido, cercada de pessoas sem sentido em uma cidade sem sentido, onde nada acontece, onde nada se vê, onde nada se sente, curioso, parece até minha vida.
Não me sinto no direito de reclamar, me divirto comigo mesma, nessa vida meio torta, e tenho sorte por isso. Deixo meu sorriso zombado na forma de desvaneio e prefiro guardar minha nostalgia, compactada, que nunca vai se explicar.
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